sexta-feira, 6 de maio de 2011

É festa?



O mundo ocidental está em festa... Aquele que idealizou os ataques de 11 de setembro foi capturado e assassinado... festejemos...

O que? Quantos soldados, ao longo desses 10 anos, morreram em nome de tal captura? Quantos ainda morrerão em uma provável represália, em que um novo Bin Laden renascerá? Assim começará uma nova e interminável caçada... Será a guerra uma saída? Não estaríamos nós, festejadores da morte do referido terrorista, alimentando o ódio e as justificativas para promover ainda mais violência? E mais vítimas...Não estou dizendo que deveríamos aceitar e nos resignarmos à arbitrariedade da intolerância e da violência dos terroristas, mas tenho dúvidas quanto ao mais adequado, se seria "combater" o terror, a intolerância, a violência gratuita, com mais guerra e intolerância, num ciclo vicioso e ainda imperialista, em que uma violência quer se sobrepor a outra e assumir a identidade de verdade absoluta...

Festejamos o  nascimento de um novo mártir, a renovação de uma antiga causa e o possível surgimento  de um novo líder, trazendo consigo sensações de medo e insegurança que nada tem a ver com paz ou com a paz de espírito que aqueles que perderam parentes, conhecidos, ou sofreram naquele 11 de setembro gostariam de ter agora, ou que a morte de um líder, teoricamente, deveria trazer..

Festejamos a morte de um culpado terrorista, assim como festejaram a morte das milhares de vítimas inocentes naquele dia. Será que um dia saberemos se valeu a pena? Não sei, mas não me parece moral festejar a morte de quem quer que seja... nem me parece cristão, como nos gabamos de ser...

Promovendo a guerra, não estaremos  promovendo o terror? Por isso, não entendo o motivo da festa. Festejemos alegrias, não guerras e mortes.

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